quinta-feira, fevereiro 25

Queria Conseguir Entender...


...Por que pessoas mesmo depois de terem sofrido uma vez por amor ainda se submetem repetidas vezes depois na mesma experiência, na maioria das vezes se desapontando, até encontrarem a pessoa ideal, ou quase ideal.
Queria conseguir entender por que viver é tão mais difícil e doloroso do que morrer, e por que o ser humano continua destruindo o próprio planeta mesmo já estando careca de saber que fazendo isso está apenas gerando problemas futuros para ele mesmo.
Queria conseguir entender por que há tanta violência, por que choramos quando estamos tristes, por que flamingos são cor-de-rosa.
Queria conseguir entender por que tudo na vida é passageiro, por que não consigo mais fazer amigos, por que fico mal o tempo todo.
Queria conseguir entender muitas coisas que sinto que nunca entenderei.

segunda-feira, fevereiro 22

Mundo, um Baile de Máscaras


Outro dia me disseram que pessoas são como cebolas, cheias de camadas. Já nascemos assim, claro, com a alma, sentimentos, emoções, desejos... Uma após a outra formando o que somos no início. Mas ao longo da vida vamos acrescentando outras camadas que eu diria serem mais parecidas com máscaras, pois elas nos modificam.
Claro que há modificações boas e ruins. As boas eu chamaria de evoluções, amadurecimentos. Já as más são atrasos, regressões.
Não devemos deixar que nada nos desvie do caminho de escolher as máscaras certas, pois elas não influenciam apenas a nós, influenciam também tudo à nossa volta.
Já se livrou de suas máscaras ruins hoje?

Laços Familiares


Os olhos da jovem se turvam, lágrimas chegando. Carinhosos e receptivos, os braços da avóa envolvem, sem que ela saiba que o real motivo para o choro não era a baixa estima da garota, e sim o medo de perder aquela criatura tão pequena e sábia que a consola. "Nunca quero te perder, nunca quero te perder" pensa a menina com as lágrimas caindo mais, enquando a avó dá tapinhas em suas costas. A dor antecipada da perda certa chega a ser tão forte que entorpece-a, causando-lhe um enorme vazio no peito. O abraço aperta-se, aliviando momentaneamente a dor da garota e ela sorri.
- Eu te amo, vó.
- Eu também te amo.

sexta-feira, fevereiro 19

Mas Eu Me Mordo de Ciúmes


"Ciúme é um monstro de olhos verdes" William Sheakespeare

E está correto. O ciúme é um monstro, de fato, mas os olhos verdes representam o amor que está por trás do ciúme. O amor é belo, mas o ciúme pode acabar com ele, infelizmente. Odeio sofrer desse mal... A possessividade afasta muitos, mas é difícil de ser controlada. Só que todos se vão... Sempre. Todos me deixam por causa dele. Não sei mais o que fazer, estou perdida.

quinta-feira, fevereiro 18

Dançando na Chuva


Sinto um vento forte em minha face, adentrando minhas narinas e cheirando terra. Depois vêm as pequeninas gotas molhadas em meu corpo, alertando-me de que está na hora. A brisa é fresca e arranca as flores do Ipê, arrastando-as até onde a vista alcança. As gotas aumentam, caem agora velozmente em todos os lugares, me enxarcando rapidamente e lavando minha alma de todas as coisas ruins. Ah, chuva, que saudade!

Aprender a Sentir o Amor


Eu tive um amor que não foi sincero desde o começo, aliás, sincero foi. O que não houve foi a intensidade da qual ele devia ter surgido, a intensidade que nunca veio. Eu sempre pensava em dar mais uma chance para ver se a paixão vinha, apenas com o intuito egoísta de não me sentir mal se viesse tarde demais e eu tivesse perdido a oportunidade. Mas a paixão não vinha, até que chegou o fim. Não um fim propriamente dito com todas as letras, mas um fim pior, mal resolvido denominado de "tempo". Odeio o tal "dar um tempo", é apenas uma forma de terminar de forma menos dolorosa, sem pisotear de vez a esperança. Mas a morte rápida é menos dolorosa do que a demorada. Mas por mais que não tenha paixão, tem o amor. O amor que eu aprendi a sentir e que não foi embora. Acho que é por isso que me sinto desamparada e vazia.

Finidade (autor desconhecido)


- Acho que é uma mariposa.
Ela discordou.
- É uma borboleta. As mariposas mantém as asas abertas quando pousam, as borboletas fecham as asas. - Ela se aproximou da borboleta até quase tocá-la. Era tão bonita que só não a tocou por medo de assustá-la. - Pena que só vivem algumas semanas...
- Não sabia que você entendia de borboletas...
Ao ouvir aquelas palavras, ela ficou pensativa por alguns segundos.
Pensou na felicidade, aquele castelo de cartas pronto para desabar a qualquer momento.
Pensou nos dias perfeitos de sol e sorrisos.
E pensou naquele sentimento bonito que habitou sua alma por tanto tempo e que agora não estava mais lá.
Declarou, por fim:
- Eu entendo do que é efêmero.
E não estava se referindo às borboletas.

A Arte do Assunto


Há alguns meses, ao conversar com um amigo, um comentário surgiu no meio da nossa conversa, me fazendo refletir. Foi algo parecido com "Você tem assunto e pessoas com assunto me encantam.". Descobri então, em meio as minhas reflexões, que assunto é arte. É cultura, conhecimento.
É raro encontrar pessoas que tenham assunto, e, principalmente, a capacidade para desenvolvê-los e debatê-los. E, para ser sincera, acho quem o tem encantador, afinal não é tão fácil como parece. Pessoas assim, normalmente, são sensíveis, intelectuais. Gostam de ler, se informar, questionar. Mas há também as pessoas que têm assuntos bobos e medíocres, que podem não ser tão apreciados por alguns, porém merecem crédito também.
Muitas pessoas não têm tanta facilidade em criar um assunto ou não sabem como começá-los ou desenvolvê-los, então, normalmente, entre essas pessoas, o assunto e, consequentemente, a conversa acabam bem rapidamente. Para se ter assunto, também é necessária certa intimidade ou afinidade entre os envolvidos.
O assunto depende muito da tribo, grupo ou do tipo de pessoas que estão conversando. Normalmente ele envolve interesses em comum dos indivíduos, para que todos possam discorrer sobre os pontos de vista.