segunda-feira, fevereiro 22

Laços Familiares


Os olhos da jovem se turvam, lágrimas chegando. Carinhosos e receptivos, os braços da avóa envolvem, sem que ela saiba que o real motivo para o choro não era a baixa estima da garota, e sim o medo de perder aquela criatura tão pequena e sábia que a consola. "Nunca quero te perder, nunca quero te perder" pensa a menina com as lágrimas caindo mais, enquando a avó dá tapinhas em suas costas. A dor antecipada da perda certa chega a ser tão forte que entorpece-a, causando-lhe um enorme vazio no peito. O abraço aperta-se, aliviando momentaneamente a dor da garota e ela sorri.
- Eu te amo, vó.
- Eu também te amo.

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