sábado, abril 24

Hate and Desire


Não sei por que, mas sempre que estou perto de ti sinto algo estranho. É um tipo de raiva pela sua falsa grosseiria exagerada e sua insensibilidade extrema misturada com um enorme desejo por seus lábios. Isso me confunde, esses dois opostos tão fortes dentro de mim. Mas o que posso fazer? Não resisto ao seu toque. Eu acho que vou deixá-lo um pouco de lado para você ver que não sou seu brinquedinho. Sim. Você não me merece.

quinta-feira, abril 22

Contos de um Amor Distante - Conto 2


O Começo

Ela sussurrou para mim:
- Quer que eu vá embora? - Seu hálito fazia cócegas em meu rosto e eu neguei ferozmente com a cabeça em resposta. - O que você quer então? - Eu sabia o que queria, mas o medo da rejeição não me deixava agir e nem dizer.
- Eu quero que me abrace. - Ela o fez.
- Que mais você quer?
- Eu quero que fique aqui para sempre. - Não, eu não conseguiria pedir o que realmente queria, então falei a segunda opção.
- Só isso? - Meu coração martelava em meus ouvidos enquanto ela fitava meus olhos. Nossos rostos quase se tocavam.
- Não sei. - O murmúrio envergonhado soou quase inaudível.
Então aconteceu. Seus lábios macios tocaram os meus, aquecendo-os. Sua língua adentrou minha boca e entrelaçou-se na minha. Aquela foi a melhor sensação que eu já houvera sentido: o beijo da pessoa amada.
Em minha cabeça vieram as palavras "Eu te amo", mas eu não as verbalizei. Ela já sabia.

Contos de um Amor Distante - Conto 1


O Encontro

Peguei o metrô, a ansiedade tomou conta de mim. Eu a havia visto uma única vez. Sabia que ela era linda, sim, por dentro e por fora. Mas queria tocá-la, sentí-la perto de mim novamente. A viagem demorou mais do que deveria. Ao chegar em meu destino olhei para todos os lados com a intenção de encontrá-la. Não estava lá. Esperei. Meu coração batendo como nunca havia batido antes. Ansiedade. Finalmente avisto uma figura conhecida vindo na minha direção. A visão do amor.

domingo, março 28

Fascínio


Estava chovendo. Olhei pela janela e resolvi que sairia naquela noite, por pior que a chuva estivesse. Precisava sair, me divertir um pouco. A chuva cedeu e então saí de casa, com minhas roupas velhas e muitas coisas na cabeça.
Encontrei algumas pessoas, mas ninguém que me interessasse demais então fui procurar por outras. Achei, mas, além delas também encontrei aquela garota. Aquela que não sabia meu nome, nem sabia nada sobre mim (imagino eu), mas que eu sabia tudo sobre ela. É, a garota com quem sonho todas as noites. A garota que eu mais quero.
Sim, eu já a conhecia, a via todos os dias, mas ela estava especialmente linda naquela noite. Seu brilho ofuscava qualquer um a um quilômetro de distância e tudo que meus olhos podiam ver era aquela bela face.
Como era possível seus olhos causarem um efeito tão hipnotizante sobre mim? Aqueles olhos misteriosos... Como era possível eu sentir toda aquela atração física por alguém com quem nunca troquei uma palavra? Minhas mãos suavam, eu tremia e meu coração batia tão rápido que parecia apenas um zumbido.
Seria ela o meu futuro?

Tempos Atrás


Há algum tempo alguém disse o seguinte pra mim: "Não entendo esse maldito vício das pessoas com o passado". Acho que sinto o mesmo sobre isso, mas, infelizmente, sou muito apegada ao meu. Não o passado obscuro que me assombra até hoje. Desse eu quero me esquecer completamente. Refiro-me ao passado feliz, às lembranças felizes que tive com pessoas que ainda gosto ou deixei de gostar. Não consigo me desapegar de coisas materiais que me lembram esses momentos. Acho que é por que meu presente não é tão feliz quanto o passado. Sinto falta da inocência, paz e despreocupação que ocupavam minha mente todo o tempo. É, é isso. Sinto saudades.