domingo, março 28

Fascínio


Estava chovendo. Olhei pela janela e resolvi que sairia naquela noite, por pior que a chuva estivesse. Precisava sair, me divertir um pouco. A chuva cedeu e então saí de casa, com minhas roupas velhas e muitas coisas na cabeça.
Encontrei algumas pessoas, mas ninguém que me interessasse demais então fui procurar por outras. Achei, mas, além delas também encontrei aquela garota. Aquela que não sabia meu nome, nem sabia nada sobre mim (imagino eu), mas que eu sabia tudo sobre ela. É, a garota com quem sonho todas as noites. A garota que eu mais quero.
Sim, eu já a conhecia, a via todos os dias, mas ela estava especialmente linda naquela noite. Seu brilho ofuscava qualquer um a um quilômetro de distância e tudo que meus olhos podiam ver era aquela bela face.
Como era possível seus olhos causarem um efeito tão hipnotizante sobre mim? Aqueles olhos misteriosos... Como era possível eu sentir toda aquela atração física por alguém com quem nunca troquei uma palavra? Minhas mãos suavam, eu tremia e meu coração batia tão rápido que parecia apenas um zumbido.
Seria ela o meu futuro?

Tempos Atrás


Há algum tempo alguém disse o seguinte pra mim: "Não entendo esse maldito vício das pessoas com o passado". Acho que sinto o mesmo sobre isso, mas, infelizmente, sou muito apegada ao meu. Não o passado obscuro que me assombra até hoje. Desse eu quero me esquecer completamente. Refiro-me ao passado feliz, às lembranças felizes que tive com pessoas que ainda gosto ou deixei de gostar. Não consigo me desapegar de coisas materiais que me lembram esses momentos. Acho que é por que meu presente não é tão feliz quanto o passado. Sinto falta da inocência, paz e despreocupação que ocupavam minha mente todo o tempo. É, é isso. Sinto saudades.

Repulsa


Pela terceira vez experimentei o ódio. Nossa, é extremamente nauseante. Sei que você não merece nem uma mísera palavra, nem minha nem de ninguém, mas eu preciso me expressar. Você foi sujo, falso, ridículo e, principalmente, idiota. Não devia ter feito o que fez, não sabe o que perdeu ao dizer tudo aquilo. Realmente não sabe. Você nunca me conheceu de verdade, nunca teve essa chance por causa dessa maldita parede que nos separava de algo sincero. Você me enoja. Não sei, sinceramente, como pude me envolver com você, como pude pensar em te amar. Ainda bem que não o fiz. Ainda bem. Ah, é, não lhe contei isso, não é? Nunca lhe amei. Nunca. Apenas pensei que o fazia. Mas graças aos céus não amei. Tenho sorte de não tê-lo mais em minha vida.

quinta-feira, março 25

Páginas de um Diário Antigo


Deixei-me cair pesadamente sobre a cama, estava exausta. Mas como poderia estar tão cansada se nao havia feito nada de mais? Não entendo, eu deveria estar animada, empolgada. Mas não, eu queria apenas dormir, dormir e dormir acordando apenas no dia em que o sussurro de minha amada tocasse minhas pálpebras. É, eu estava disposta a isso. Fechei os olhos, não dormi. O que vi foram lembranças felizes de um passado não tão recente. Lembranças do amor. Ah, que falta você faz!

domingo, março 14

Alguém


Lembro-me do dia em que lhe conheci. Era uma encantadora tarde de primavera e você sorriu pra mim. Ao mais tardar beijou-me. Ah, aquele beijo! Fez-me esquecer de tudo e voar. Como pôde fazer isso comigo? Não, eu não permito. Não devia lhe querer como ainda quero, mas o faço. Mas você nem sequer me vê assim, não é? Mas eu daria tudo para seus lábios beijar mais uma única vez. Faria isso por mim?